14 de Julho de 2009

Para bichanos sedentários.

Procuro:
Uma pessoa COM NOÇÃO que saiba fazer uma roda dessas para minha gata obesa.
Pago bem. $$$
Tratar aqui: Nos comentários.

2 de Julho de 2009

O funeral.

Abri a janela e vi o cortejo passando, sai pela porta da frente aqui de minha casa e fui junto acompanhar o enterro, quem morreu, eu não sei, mas tive pena das pessoas que choravam.
Fui então me infiltrando entre os entes, o defunto não fez nada muito proveitoso quando estava vivo, tinha mulher, filhos, netos, era um barbeiro, devia ser aquele ali da esquina onde sempre tinha fila aos sábados e alguns engraxates, que tomavam proveito de quem ia aparar o cabelo.
Era velho. " Morreu de velhice”- disse um neto.
Nunca soube ao certo o que era morrer de velhice, seria como uma geladeira que um dia fica velha e o motor resolve parar? No caso em um humano, seria o coração o motor, não sei se foi dolorido morrer assim de velhice, de fato ele tinha uma porção de rugas, uma feição sofrida e o que restou do pouco cabelo, posso afirmar que eram de um branco alvíssimo.
Chegamos ao cemitério onde ia começar uma cerimônia religiosa, acho que para encomendar a alma ou algo parecido, seja o que for, ele teria gostado, o padre foi breve e disse coisas bonitas desde o livro da criação que o homem veio do barro e coisas assim meio de beata.
Algumas pessoas diziam que ele ainda era moço, outras retrucavam que já ia tarde. A viúva, coitada, me sensibilizou - chorava inconsolável e incansavelmente, se perguntava "o que farei sem meu velho?" eu não tinha a resposta, preferi somente apertar-lhe a mão e conter minha lágrima, afinal eu nem sabia quem morreu.
Um primo do falecido, percebeu que eu era uma estranha e começou a me falar de quando ele era jovem e o quanto ele e o sofrido defunto aprontavam na mocidade, eu não queria saber, não me interessava, mas outra vez, contive a língua em minha boca e foi o melhor que pude fazer - Escutei o primo, concordava com o que ele dizia e observava o caixão.
Chegou a hora mais triste... Enterrar de uma vez por todas aquele pai amoroso, um barbeiro tão eficiente e um marido fiel. Enterramos então aquele homem, alguns jogaram flor em cima da sepultura, outros foram embora chorando e outros nem isso. Fiquei ali ainda com os filhos e a viúva, ficamos refletindo, eu não sei o que eles pensavam, talvez pensassem quem iria agora sustentá-los? Ou o que fazer com a barbearia?
Eu não sabia o que pensar, e já estava arrependida por estar naquele funeral de quem eu somente conhecia assim, de vista. Era tarde e o sol já estava se pondo, eu não conhecia o defunto, mas fiquei feliz por ele ter morrido de velhice que penso ser melhor assim do que uma queda na escada da própria barbearia, com certeza é menos dramático e morrer naturalmente não renderia assunto pela semana toda lá na praça da cidade.
Fui para casa e estava abatida, não nego! Minha família chegou e todos perceberam que eu não estava bem, minha mãe conversou comigo, e menti descaradamente, e por alguns minutos eu a convenci que estava tudo bem. Porém, em minha cabeça, eu só lembrava a tarde que passei, junto ao defunto, os parentes todos tristes, nem todos...
Alguns deviam um corte de cabelo a ele e agora o defunto estava morto, eles não teriam quem fosse cobrar a dívida, mas salvo dessas exceções boa parte ficou chateada com a morte natural, mas não era natural esperar pela morte.
Quando fui dormir, um pensamento inquietante me perturbou, eu tentava desviar e pensar em outra coisa, mas era inevitável, só conseguia ter em mente uma única frase: "Quanto tempo pode durar uma geladeira?"...

30 de Junho de 2009

Receita de arroz doce

Receita decodificada, para aqueles que estão estreando na cozinha.

Ingredientes:

1 xícara de chá de arroz
(não é chá de arroz, é a medida que seria igual a de uma xícara onde dentro cabe uma dose de chá – mas em vez de por chá, você coloca arroz)

Amigo... Tenha bom senso, o arroz tem que ser aquele branquinho que você almoça, fica claro que não rola fazer com arroz selvagem né?

2 xícaras de chá de água
(... precisa decodificar que não existe chá de água? – não me venha dizer “água fervida é chá”)

Meio litro de leite
(pode ser qualquer leite: vaca, porca, búfala, materno humano...Mas prefira um que diz assim: Leite integral PASTEURIZADO.)

Açúcar a gosto


Canela a gosto
(Amigão... Liga na sua avozinha e pergunta o que é canela, não vá confundir com curry ou páprica, leia bem o rótulo antes de comprar)


Modo de preparo.

* Risque o fórfi
(DICA: risque o fósforo com o gás desligado!!!!! )
* Acenda o fogo
* Coloca a panela lá no fogo
* Esquente a água e então jogue o arroz CRU na água deixa lá cozinhando até você experimentar e ver que o arroz já está mole e dá pra comer na boa.
* Quando isso acontecer, ponha o leite.
* Ai deixe ferver por uns 10 minutos (fique esperto pra não subir e sujar o fogão quando derramar tudo)
* Bota o açúcar lá dentro da panela, experimente, veja se esta do seu gosto
* Se não tiver... bota mais açúcar
* Se ficou doce demais, sinto muito, joga fora e faça outro, porque se você por mais leite, ai desanda de vez. Então coloque açúcar aos poucos.
* Joga um teco de canela dentro da panela.
* Desliga o fogo
* Volta lá e confere se desligou mesmo o fogo
* Confere outra vez
* Coloca num pote bonito, polvilha canela em cima ou põe umas torinhas de canela em pau pra dar um luxo .
(Dica: Amigão... se você não tem canela em pau e quer dar um glamour do mesmo jeito, faça assim, pega aquele macarrão estilo tubo, pinta ele de vermelho (fica a seu critério que material vai usar para colorir o macarrão) - após pintar de vermelho, coloca em cima do seu doce, ninguém vai notar a diferença)
* Pode comer quente ou comer gelado o importante é comer em até três dias.
* Se sobrar, guarda tudo na geladeira em um pote com tampa.

Bom Apetite ='.'=